sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

M-19 - Mission: Destroy

M-19 - Mission: Destroy
Independente – 2013 – Brasil


Calejada e veterana, a M-19 opta por não depender de ninguém e coloca de forma independente no mercado esse excelente petardo, calcado no Thrash Metal raivoso, que mescla o clássico com umas pitadas (de leve) do moderno. Grande resultado!
A começar pela bonita capa (e toda a parte gráfica), a expectativa criada já é grande. E é lógico que esses gaúchos que, mesmo tendo aparecido em 1989 e pausado as atividades entre 2000 e 2011, não desapontaram com o petardo de estreia. Que murro na cara bem dado!
A primeira impressão, após ouvir o disco inteiro, é a de que as variações dentro do estilo são um de seus pontos mais fortes. As músicas, de forma geral, sejam cadenciadas ou mais velozes, não se parecem entre si e são executadas com maestria pelo quarteto, formado por Carlos Armani (bateria), JR. Vives (guitarra), Will F. (vocal/baixo) e Iuri Dall Olmo (guitarra).
Aliás, um destaque para o poderoso vocal de Will, que lembra de leve o de Chuck Billy (Testament) em sua época mais gutural. Deu ainda mais peso ao que já era indecente, de tão insurdecedor. Além disso, seu trabalho nas quatro cordas também é impressionante!
O clima empolgante permanece por todo o álbum e lógico, a agressividade é parte integrante do material.
Difícil destacar alguma faixa, mas dá pra citar “I Kill for God”, “Southern Brave” (com parte do riff inicial idêntico ao de “Slaughtered”, da Pantera), “171” (que porrada!), “Hell is Now” (essa é feita pra entrar no mosh pit) ‘e “Disequilibrium” (‘old school’). Contudo, ressalta-se novamente: difícil mesmo destacar, pois todas elas são muito boas.
A ótima qualidade de gravação só engrandece o registro, com tudo tinindo.
Como dito, é um trabalho feito por veteranos e isso faz uma boa diferença na hora do “vamos ver”. Um ‘debut’ que veio para estremecer o nosso underground e estar entre os grandes discos de 2013. Thrash do meior respeito! Aproveite pra conferir tudo no Soundcloud da banda.

Nota 8,5


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